Redação destaque da turma de Informática 2° ano na Avaliação Global do 2o. trimestre de 2016. IFMG – Campus Ouro Branco.


 

          Por muitos séculos na história da sociedade, as roupas luxuosas, as joias caras e a comida farta são considerados como uma demonstração do poder financeiro de certos grupos sobre outros. Desde os acessórios metalizados que adornavam a elite do Egito Antigo até o poder de aquisição dos recentes automóveis no século XX, os bens materiais, mesmo que muitas vezes desnecessários, sempre foram tidos pela sociedade como uma forma de demonstrar a sua riqueza e a sua suposta “superioridade” sobre as classes mais baixas, levando a níveis absurdos de consumismo pela população atual, guiada pelas inúmeras propagandas publicitárias.

        Bens de consumo são adquiridos para possibilitar a sobrevivência do comprador ou simplesmente suprir uma necessidade dele, sendo que, na maioria das vezes, o preço e a marca não influenciam nessas finalidades. Entretanto, através de comerciais de TV, propagandas ou do uso do produto por uma personalidade influente a sociedadeé levada a acreditar em uma falsa superioridade daqueles que adquirem um produto caro eque possui uma marca reconhecida. Assim, as pessoas veem uma necessidade ilusória de obter cada vez mais produtos de marca, e pior: as classes mais baixas também são facilmente manipuladas, e passam a gastar uma quantidadeexcessiva de dinheiro em produtos que não têm condição alguma de pagar, ficando cada vez mais endividadas.

            O papel da mídia no favorecimento do transtorno consumista é inegável: as várias propagandas televisivas e virtuais frequentemente trazem celebridades influentes usando produtos de marcas reconhecidas, embora muitos deles sejam caríssimos e supérfluos. As crianças são educadas desde cedo por comerciais infantis e, mesmo nas escolas, o material escolar considerado mais caro e bonito, usado por algumas crianças, faz com que outras se sintam inferiores. Dessa forma, percebe-se que as pessoas são educadas para o consumismo desde o momento em que se tornam capazes de interpretar propagandas publicitárias e crescem manipuladas, alimentando as várias empresas com os seus gastos.

            Visto isso, medidas devem ser tomadas para diminuir a propagação do consumismo na sociedade atual. Como a indústria capitalista dificilmente deixará de manipular as massas para o seu próprio ganho tão cedo, a resistência a esse sistema deve ser incentivada, através da educação financeira para crianças e adolescentes feita pelos próprios familiares e pelas escolas, onde podem ser feitas palestras e outros projetos por profissionais e psicólogos. As prefeituras locais também devem conscientizar a população através de palestras e panfletagem, e cabe às agências de publicidade o papel de optar pela divulgação honesta de produtos, com propagandas e preços coerentes com a qualidade dos mesmos, para que o consumismo deixe de ser incentivado ou ao menos não cause tanto prejuízo financeiro para as pessoas.

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