Redação destaque da turma de Metalurgia 3° ano na Avaliação Global do 2o. trimestre de 2016. IFMG – Campus Ouro Branco.


A mídia e o problema do consumismo

          A sociedade contemporânea, em um mundo já saturado pela existência massiva de marcas e produtos diferentes, permanece habituada a comprar coisas sem haver necessidade. A força da indústria midiática exerce um papel importante a favor do consumismo. E, combinada com a crença da possibilidade de alcançar um melhor status social por meio da posse de produtos, as pessoas compram ainda mais.

            A partir do momento em que a televisão é ligada, o espectador logo é bombardeado por propagandas, promoções e anúncios atraentes de empresas que pretendem vender seus produtos. Em muitas situações, esses produtos não são necessários na vida do homem ou da mulher diante da TV. Entretanto, a tentação gerada pelos belos efeitos visuais e marcantes discursos nos anúncios incentiva as pessoas a comprarem o que é vendido.

            É possível perceber, também, a procura incessante das pessoas pela ascensão de status social. Muitas vezes, essa busca é direcionada ao caminho do consumismo, acreditando-se que, quanto mais produtos um indivíduo tiver, principalmente se forem caros, novos no mercado ou considerados de “marca”, como Adidas, Bugatti ou Louis Vuitton, maior o poder aquisitivo deste, tornando-se mais influente no grupo social em que vive.

            Se há compras e não há necessidade, portanto, está presente o consumismo. É preciso entender que a prática desse ato não gera benefícios para o indivíduo, e isso pode ocorrer por meio do estudo em aulas de Sociologia nos institutos de educação, por exemplo. Propor políticas públicas para a limitação do tempo de duração de propagandas na mídia, bem como a redução de anúncios materiais nas ruas, placas e outdoors, também ajudaria na diminuição do consumismo e na promoção do bem-estar pelo que se é, não o que se tem, desconstruindo a ideia da necessidade de comprar mais.

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