Redação destaque da turma de Informática 3° ano na Avaliação Global do 2o. trimestre de 2016. IFMG – Campus Ouro Branco.


A vontade de possuir algo pelo simples prazer, provavelmente, já faz parte da natureza humana há algum tempo.As pessoas buscam felicidade e evitam a dor.O problema surge a partir do momento em que o capitalismo vê nessa condição uma possibilidade de aumentar lucros,incentivando o consumismo,prática que,além de colocar em risco a questão psicológica dos consumidores, é incompatível com a sustentabilidade e o ciclo de vida da Terra.

A presença cada vez mais notável da globalização e a facilidade de acesso aos meios de comunicação fazem com que grande parte da população tenha um contato constante com a mídia e,principalmente, com propagandas, seja na televisão,internet,seja nos próprios produtos.A maioria dos anúncios ainda é feita por personalidades influentes,vistas como modelos a serem seguidos.Nem todas as pessoas que assistem ao anúncio,no entanto, têm poder aquisitivo suficiente para adquirir tal produto ou serviço. Uma parcela dessas pessoas, por conseguinte,acaba recorrendo a meios ilegais de obtenção de riqueza,como roubo ou tráfico de drogas. Uma outra parcela pode desenvolver doenças como depressão ou anorexia.

Caso o nível de consumo continue aumentando da maneira como hoje se observa,em algum momento os recursos se esgotarão; afinal,esse sistema só tem se sustentado devido às desigualdades existentes entre os países.Os países mais desenvolvidos são líderes do consumismo, mas, ao invés de utilizarem seus próprios recursos, eles extraem dos países subdesenvolvidos, utilizam e,muitas vezes, devolvem em forma de lixo. Um habitante dos EUA,por exemplo,só consome muito a mais do que necessita porque milhares consomem a menos. Mas com a diminuição dessa desigualdade a demanda não poderá ser suprida.

Discussões e debates sobre os valores da sociedade não podem mais ser adiados,tendo em vista a fragilidade do sistema em que se vive.A escola e a família devem, portanto, ressaltar a importância da inclusão social independentemente do poder de compra do indivíduo. Cabe ao Estado, por sua vez, regular a exibição de propagandas, tanto a sua quantidade quanto o seu conteúdo, e criar políticas protecionistas e de preservação em relação a seus recursos naturais. As pessoas devem, enfim, saber conciliar desejos com necessidade e realidade.

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