Redação destaque da turma de Metalurgia 2° ano na Avaliação Global do 2o. trimestre de 2016. IFMG – Campus Ouro Branco.


Consumismo, ao contrário de consumo, significa comprar algo desnecessário e/ou supérfluo para a vida cotidiana. Significa comprar coisas que não são essenciais, mas que prometem deixar as pessoas mais felizes e realizadas, enquanto não possuí-las pode torná-las infelizes e insatisfeitas.

É um tema recorrentemente discutido, pois apesar do consumismo gerar movimento de capital, lucro e ser importante para o funcionamento de uma boa economia capitalista, seu crescente aumento vem trazendo consequências, principalmente, para o meio ambiente. Esse consumismo provoca uma produção cada vez maior de lixo, uma vez que as pessoas se desfazem das coisas com muito mais frequência por já estarem ultrapassadas ou fora de moda.

A mídia é o principal fator agravante do problema, já que é por meio dela que as pessoas conhecem a “fórmula da felicidade”. São os comerciais de TV, as revistas, jornais, outdoors, panfletos e afins que transmitem como aquele produto mudou a vida de alguém. Eles vendem uma imagem da utópica realização social e vendem muito bem.

Como um clássico Engenheiro do Hawaii diria: “Vender, comprar, vendar os olhos. Jogar a rede contra a parede. Eles querem te deixar com sede, não querem te deixar pensar”. Esse é o papel da mídia, cegar as pessoa para que elas vejam apenas o que convém, deixá-las com a sedenta vontade de possuir algo que elas, na verdade, não precisam. A mídia manipula suas cabeças para que não pensem e as deixa todas iguais, nessa completa e escura mediocracia.

Então, as pessoas compram, cada vez mais e mais, enquanto mais produtos e mais comerciais são vendidos e comprados e assim, cada vez mais lixo é produzido. Como um ciclo, não tem fim. Uma busca incansável pela suposta perfeição que se torna cada vez mais inalcançável.

Seria um equívoco pensar que o problema do consumismo na sociedade contemporânea pode ser resolvido por completo, porém há maneiras de reverter a situação. Exemplo disso seria um controle maior do que é passado na mídia, não para privar a liberdade de expressão, mas para que “sonhos” parem de ser vendidos como mercadorias e pessoas não sejam escravas desse consumo inconsciente. Para que elas ganhem assim, liberdade para pensar.

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