Redação destaque da turma de Administração 2°. ano na Avaliação Global do 2o. trimestre de 2016. IFMG – Campus Ouro Branco.


Desde o início da Gerra Fria, na segunda metade do século XX, os ideais neoliberais começaram a se difundir por toda a parte ocidental do mundo, o capitalismo cresceu e, junto com ele, cresceu também a prática de consumo exacerbado de produtos fúteis e supérfluos. A partir disso, faz-se necessário o entendimento relativo aos impactos ecológicos e sociais do consumismo, uma vez que esses fatores podem definir os rumos políticos e econômicos da sociedade.

O alto nível de consumo por parte das pessoas gera um grande número de empregos e faz com que a economia mundial se aqueça, porém, para suprir uma demanda tão grande, muitas empresas se apropriam de espaços naturais e os destroem para produzir. Como consequência, a fauna do local entra em extinção, as árvores e flores são cortadas e o dióxido de carbono presente na atmosfera aumenta, piorando ainda mais o aquecimento global. Portanto, apesar de haver alguns efeitos positivos no consumismo, o dano ambiental causado por ele não faz valer a pena sua existência.

Além de gerar muitos empregos, o consumismo estimula a competitividade entre as empresas que, consequentemente, investirão em produtos de maior qualidade para seus clientes. Todavia, também por causa da disputa pela qualidade, as empresas começam a fazer propagandas mais persuasivas que alienam os proletários e os impedem de se tornarem cidadãos capazes de pensar autonomamente.

Percebe-se, por conseguinte, que, para impedir a degradação ambiental e a alienação dos cidadãos, torna-se imprescindível a intervenção governamental, fiscalizando e punindo empresas que desrespeitem normas ambientais. Aliado a isso, faz-se necessária a participação das instituições  de ensino no estímulo ao desenvolvimento do pensamento filosófico por parte dos alunos, por meio de palestras que os mostre como questionar as verdades e padrões tidos como absolutos. Esta frase de Platão mostra a importância da filosofia no desenvolvimento de um cidadão: “Uma vida não questionada não merece ser vivida”.